Saúde

Lady Gaga pode optar por barriga de aluguel para ser mãe pela primeira vez; saiba mais

A recente chegada de Rose Bean Polansky, a primeira filha de Lady Gaga e Michael Polansky, trouxe à tona novamente o tema da gestação por substituição. Conforme informações divulgadas pelo TMZ, a menina nasceu em 9 de junho, em Los Angeles, EUA, através de uma gestante de substituição. O casal optou por esse método, mas não foram revelados os motivos que levaram a essa decisão.

Denominada internacionalmente como surrogacy, a gestação por substituição é um método de reprodução assistida onde outra mulher é responsável pela gravidez para os futuros pais. Geralmente, o embrião é criado via fertilização in vitro e transferido para o útero da mulher gestante, que não possui relação genética com a criança. Os óvulos podem ser provenientes da futura mãe ou de uma doadora, enquanto o sêmen pode ser de um dos pais ou ainda de um doador.

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Lady Gaga e Michael PolanskyCrédito: Reprodução Instagram @ladygaga
Lady GagaCrédito: Reprodução Instagram @ladygaga
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Lady GagaCrédito: Reprodução Instagram @ladygaga
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A gestação por substituição é um tema que ganha mais destaque quando associado a figuras públicas, mas na realidade é uma opção para diferentes tipos de famílias. Esse método pode ser utilizado por casais heterossexuais e homoafetivos além de indivíduos solteiros, dependendo das legislações em vigor no local onde se realiza o processo.

Ana Paula Del Padre, representante da Tammuz Brasil – empresa focada em programas internacionais nesta área – ressaltou que o processo vai além da simples gravidez e envolve várias etapas até que a família possa retornar ao seu país. “É fundamental ter acompanhamento desde os primeiros passos. Após definir o país onde o procedimento ocorrerá, são escolhidas a doadora de óvulos e a gestante. Em seguida, com a fertilização e gestação realizadas, são necessários trâmites legais para formalizar a filiação e assegurar que a família possa voltar ao Brasil sem contratempos”, explicou Ana Paula.

A seleção do país é uma decisão crucial no processo, pois as normas sobre gestação por substituição variam globalmente. Questões como perfil dos futuros pais, utilização do material genético escolhido e reconhecimento legal da parentalidade podem divergir conforme as leis locais e o programa adotado.

A jornada envolve não apenas aspectos legais. Ela geralmente requer uma equipe multidisciplinar e várias etapas que incluem fertilização in vitro, seleção e monitoramento da gestante, possível escolha de uma doadora de óvulos e documentação necessária após o nascimento da criança.

A preocupação com cada fase é essencial devido às especificidades que cada país apresenta. A orientação aos futuros pais inicia antes mesmo da definição do programa escolhido e continua durante toda a gravidez até os procedimentos legais pós-nascimento.

A experiência vivida por Lady Gaga traz à tona um caminho para construir famílias que ainda suscita muitas dúvidas mas já está presente na vida de milhares ao redor do mundo. A repercussão desse caso destaca a necessidade de entender que a gestação por substituição abrange não apenas aspectos reprodutivos mas também questões jurídicas e documentais fundamentais desde o início dessa jornada.